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Mentoria

Como Desenvolver uma Boa Relação entre Mentor e Mentorado?

Thiago Germano
Escrito por Thiago Germano
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Faça este pequeno exercício: acesse seu LinkedIn e busque a palavra “mentor”. Então, selecione “pessoas”. Quantos resultados aparecem?

Eu fiz esse teste e, para mim, apareceram nada menos do que 4,3 milhões de resultados. Ou seja, a competitividade no setor aumenta a cada dia. Então, como fugir desse oceano vermelho de competitividade?

Primeiramente, encontrando seu nicho de mercado. Mas, de que adianta estar frente a frente com um oceano azul de oportunidades se você não tem uma boa relação com seus mentorados?

Mais do que prospectar muitos clientes, você precisa engajar as pessoas com seu programa de mentoria, levando-as a se tornarem embaixadoras da sua marca.

Se você nunca parou para pensar nisso ou não sabe muito bem como desenvolver uma boa relação entre mentor e mentorado, este post é para você. Continue a leitura!

O que é papel do mentor

A relação entre mentor e mentorado é definida muito mais pelo objetivo final dessa interação do que propriamente pelas atividades exercidas pelo mentor. Isso significa que o mentor age de acordo com a situação, sempre buscando contribuir para que o mentorado atinja os resultados que almeja.

Diante disso, em uma mentoria você pode se focar mais na entrega de ferramentas práticas e em outra no compartilhamento do seu conhecimento e experiência, por exemplo. Portanto, não existe uma regra.

Mas existem alguns pontos que você pode observar em relação ao seu papel como mentor:

Forneça um método

O que você deve ter em mente em relação ao papel do mentor é que, para desenvolver um programa de mentoria de qualidade, é necessário ter um método. E que esse método tem que levar o mentorado a atingir um objetivo.

Se você deseja se tornar um mentor de emagrecimento, por exemplo, quais são os passos essenciais que seus mentorados terão que executar para perder peso? Existe alguma técnica específica que eles precisam aplicar?

Além de facilitar todo o processo, a relação entre mentor e mentorado fica mais clara para ambos. Isso permite alinhar as expectativas, identificar pontos de melhoria e até mesmo comunicar seu programa de mentoria com mais assertividade.

Apoie seus mentorados

O mentor também deve ser um ponto de apoio para os mentorados. Isto é, deve fornecer ferramentas adicionais para que eles possam se desenvolver, ouvir suas dúvidas e buscar solucioná-las em conjunto.

Lembre-se que um dos significados da palavra mentor é “pessoa que inspira, que motiva, que estimula”. Ou seja, você deve estar constantemente incentivando seus mentorados a crescer, se desenvolver e superar obstáculos.

Ofereça suporte

Quando alguém busca um mentor, já passou por outras etapas da sua jornada, como busca de informação da internet e de ferramentas que possam auxiliar na resolução do seu problema. A questão é que nem sempre a pessoa que busca sozinha encontra uma ferramenta eficaz para o que está querendo.

Nesse sentido, também é papel do mentor oferecer suporte por meio de ferramentas e práticas que possam contribuir para simplificar a jornada do mentorado.

Dar conselhos e viabilizar informações mais aprofundadas sobre determinado assunto também se encaixa como uma forma de oferecer suporte e estreitar a relação entre mentor e mentorado.

Empodere seus mentorados

O mentor jamais deve desenvolver uma relação de dependência com seu mentorado. Em outras palavras, fazer do seu cliente um eterno dependente dos seus conselhos e apoio.

Pelo contrário, você deve empoderá-los. Mostrar-lhes que eles mesmos podem trilhar um caminho de sucesso sem depender da sua ajuda.

Sua atuação deve ser pontual, senão cirúrgica, ajudando a solucionar um determinado problema e então sair de cena para que o outro também possa brilhar em sua vida pessoal ou profissional.

Seja um guia

Um guia é aquela pessoa que orienta, mostra caminhos, leva à reflexão. Nesse sentido, busque compartilhar seu conhecimento e experiência, traga exemplos práticos e debata ideias com seus mentorados.

As pessoas mais capacitadas hoje são aquelas capazes de olhar para uma situação “de fora” e encontrar soluções inovadoras. Algo que exige senso crítico, conhecimento de mercado, criatividade e inovação.

Então, direcione seus mentorados para que eles mesmos desenvolvam essa capacidade analítica e adaptável.

Atue como facilitador

Também é papel do mentor ser um facilitador no processo de aprendizagem dos seus mentorados. Isso significa ajudá-los a pensar mais claramente, trazer à tona possíveis implicações de determinada decisão e, por que não, apresentar uma solução mais eficaz, de acordo com a sua experiência.

O que não é papel do mentor

Antes de dar início à relação entre mentor e mentorado, é fundamental estabelecer alguns limites e critérios. E os principais são: o resultado que se busca e o caminho para conquistá-lo.

Quando você ajuda a identificar o objetivo e traçar o plano de ação, é comum que o mentorado não tenha todas as habilidades e competências necessárias para chegar aonde deseja. O que significa que uma das etapas do plano de ação será desenvolver essas competências e habilidades.

Contudo, não é sua responsabilidade, como mentor, treinar o mentorado para que ele adquira os conhecimentos e práticas. Essa é uma atribuição do mentorado e depende totalmente do seu comprometimento em alcançar o que deseja.

Outro ponto a se levar em consideração é que você não é chefe ou líder dos seus mentorados. Portanto, não é responsável pela performance deles ou por supervisionar se eles estão colocando em prática o que aprenderam na mentoria.

Como mentor, seu papel é indicar os caminhos possíveis, mostrar os resultados que podem ser obtidos. Mas quem vai fazer essa jornada é o mentorado, não você.

Também não faz parte do seu papel como mentor orientar sobre técnicas e métodos que não sejam aqueles que você está fornecendo. Nesse sentido, deixe claro que você não se responsabiliza por essas práticas.

Delimitar até onde vai o seu papel é essencial para que haja uma boa relação entre mentor e mentorado. Portanto, tenha clareza ao comunicar essas questões aos seus clientes, buscando sempre alinhar as expectativas antes de iniciar qualquer processo de mentoria.

Atributos de um processo de mentoria

Como já dissemos aqui no blog da BMind, existem diferenças entre coaching, mentoria e consultoria. E ter isso bem claro em mente vai facilitar bastante na hora de você definir seu programa de mentoria.

Mas existem alguns atributos sobre os quais ainda não conversamos:

Período de mentoria

Um programa de mentoria jamais deve durar a vida toda. Ele deve ter uma data de início e término e esse período deve ser suficiente para que você transmita tudo o que precisar para os seus mentorados.

É óbvio que, com o passar do tempo, você pode fazer ajustes. Mas sempre pensando em incrementar o processo, nunca em estender seus ganhos ou desenvolver uma relação de dependência entre mentor e mentorado.

Deixe esse período muito claro desde o início do relacionamento com seus mentorados, para que não haja dúvidas sobre como se dará todo o processo e quando ele deve finalizar.

Propósito

Toda mentoria começa com um propósito. Pode ser mudança de carreira, melhoria de uma competência ou de um aspecto pessoal, por exemplo. Mas sempre há alguém que busca um conhecimento, ferramenta ou experiência e alguém disposto a compartilhar aquilo que sabe.

Dito isso, é fundamental que você desenvolva seu programa de mentoria dentro das competências, habilidades e experiências que possui. Intitular-se mentor em uma área na qual você não tem expertise pode acabar tanto com seu negócio quanto com sua reputação.

Empatia e identificação

Ter empatia pelo mentorado e identificar-se com o problema que ele enfrenta é fundamental para que você faça um bom trabalho. Caso contrário, torna-se mais uma relação comercial.

Seu principal objetivo deve ser o de ajudar outras pessoas a superarem alguns obstáculos que você mesmo superou. Este deve ser o seu porquê para que seu programa de mentoria seja um sucesso.

Princípios que norteiam uma mentoria

Para desenvolver uma boa relação entre mentor e mentorado, também é necessário ter alguns princípios norteadores:

Igualdade

A relação entre mentor e mentorado deve ser sempre de igualdade. Não existe espaço para relações hierárquicas aqui. Isso significa que você não manda ou exige qualquer coisa da outra pessoa. Cabe a ela definir o quê, quando e como vai aplicar o conhecimento que você está compartilhando.

Como já disse anteriormente, você não é chefe ou líder dos seus mentorados. É um guia, um orientador que aponta caminhos e possibilidades. A responsabilidade por esta ou aquela decisão, este ou aquele caminho é sempre de quem está buscando a solução, não do mentor.

Esse cuidado vai permitir que a troca entre vocês seja mais proveitosa e amigável, além de evitar que você se responsabilize pelos resultados que devem ser alcançados. E por falar nisso…

A responsabilidade pelos resultados é do mentorado

É o seu mentorado quem vai definir o que vai absorver da sua mentoria e o que vai descartar. Ele é dono da própria trajetória e está livre para tomar suas próprias decisões. Portanto, a responsabilidade pelos resultados é totalmente dele.

Para exemplificar, imagine que uma pessoa vai ao médico e que o médico orienta o paciente sobre determinado tratamento. Cabe ao paciente seguir as recomendações do médico ou não, certo?

Se o tratamento não for seguido, o médico não pode ser responsabilizado pela falta de resultado. O mesmo se aplica à mentoria. Se o seu mentorado não segue o método que você está expondo, não tem como cobrar o resultado A ou B de você.

Por outro lado, se ele seguir à risca todas as suas orientações, cumprir com o plano de ação e não alcançar o objetivo traçado, será necessário rever todo o seu processo de mentoria e a relevância daquilo que você está propondo às pessoas.

Fatores externos podem interferir

O processo de mentoria é uma colaboração entre você, seu mentorado e todo o ambiente externo. Isso significa que pode haver interferências que estão fora do controle do mentor e do mentorado.

Imaginemos que você é mentor na área de planejamento tributário para empresas e que tem um programa de mentoria sólido. Você compartilhou tudo o que sabia e seu mentorado aplicou tudo o que aprendeu.

Mas então o governo edita uma nova lei que muda completamente o cenário tributário da empresa.

De quem é a culpa? De ninguém, é claro.

Portanto, tenha sempre em mente e também deixe isso claro para os seus mentorados. Os fatores internos podem ser controlados, mas os externos dependem de outras pessoas. O que vocês podem fazer é estar preparados para se adaptar mais rapidamente a qualquer mudança e seguir em busca do objetivo.

O que seu mentorado escolhe fazer não é da sua conta

Quando você desenvolve um programa de mentoria, tem a esperança de que as pessoas vão seguir aquilo que você está propondo. Mas nem sempre isso acontece.

Seja por falta de conhecimento, teimosia ou influência de amigos e parentes, pode ser que alguns dos seus mentorados deixem de seguir seu plano de ação e passem a fazer as coisas por conta própria.

O que você deve fazer nessa situação? Brigar? Romper o contrato? Exigir tarefas de casa e avaliações? Não.

Sua única ação neste caso é deixar claro que as decisões dos seus mentorados são unicamente deles. Você está ali para compartilhar seu conhecimento, orientar e facilitar o processo. E, caso seu método não seja seguido, os resultados podem ser diferentes do que havia sido planejado.

Alguns resultados podem ser mensurados, outros não

Mentoria é um processo de orientação personalizado, o que dificulta um pouco a atribuição de indicadores de desempenho, por exemplo. Por isso, em alguns casos, será praticamente impossível mensurar de forma objetiva o ganho que seus mentorados estão tendo com sua mentoria.

Isso não significa que esses resultados sejam menos importantes ou que eles não estejam acontecendo. Significa apenas que vocês estão menos conscientes deles.

Que tal uma comparação para esclarecer? Num programa de mentoria para emagrecimento, o principal objetivo é a perda de peso. Basta o mentorado se pesar para saber se está funcionando ou não. Fácil de mensurar, certo?

Mas e se a mentoria for para ganho de qualidade de vida? Como determinar se a pessoa mentorada está realmente melhorando sua qualidade de vida?

Algumas coisas são possíveis de se observar: está respirando melhor, sente menos cansaço, tem mais disposição para as tarefas do dia a dia. Mas colocar isso em números é inviável.

E o que quero dizer com isso? Que, mais uma vez, é preciso deixar claro essa situação antes do programa de mentoria começar. Assim, você não será cobrado lá no final por um relatório ou algo do tipo.

O que bons mentores fazem bem

Cada mentor tem seu estilo e maneira de conduzir uma mentoria. Mas todos eles compartilham das mesmas habilidades:

Exercem a escuta e observação ativas

Antes de sair dizendo o que o mentorado tem que fazer, um bom mentor vai escutar o que ele tem a dizer e observar como ele age em relação a uma determinada situação ou problema.

O mentor também exerce a empatia, isto é, se coloca no lugar do mentorado para entender como ele se sente em relação ao problema que está expondo e por que tem agido desta ou daquela forma.

Constroem uma atmosfera de engajamento e confiança

Para que haja uma boa relação entre mentor e mentorado, é fundamental que exista confiança entre as partes. Além disso, ambos devem estar comprometidos com o processo.

E quem cria essa atmosfera de engajamento e confiança é o mentor, a partir da escuta ativa, da empatia e do diálogo aberto.

Mantêm o foco no objetivo

O papel do mentorado é aprender tudo o que for possível para solucionar o problema que ele tem. Mas, diante da correria do dia a dia, nem sempre ele consegue manter o foco no que é realmente importante.

Por outro lado, o mentor tem a obrigação de manter o foco e de alertar o mentorado quando este está se desviando do caminho traçado. Esta é uma das modalidades de suporte mais importantes para que exista uma boa relação entre mentor e mentorado e, ao final, o objetivo seja alcançado.

Dão suporte para executar o plano de ação

Os melhores mentores são aqueles que ajudam a superar obstáculos e a vencer desafios.

Atuando como facilitadores, eles contribuem para identificar crenças limitantes e quebrá-las; desenvolver competências essenciais à consecução dos objetivos do mentorado; e prover os mentorados das melhores ferramentas de desenvolvimento pessoal e profissional.

Ajudam as pessoas a aprender e a crescer

Mentoria é um processo de aprendizado que contribui para que o mentorado supere barreiras. Ela pode servir a diversos propósitos ao longo da vida de uma pessoa e tornar períodos turbulentos em momentos de desenvolvimento e evolução.

Nesse sentido, os bons mentores estão sempre dispostos a ajudar seus mentorados a dar um passo adiante em suas vidas e carreiras. Por essa razão eles se tornam especialistas em áreas estratégicas, evitando atuar de forma generalizada.

Para finalizar nossa conversa

Agora que você já tem um checklist de como desenvolver uma boa relação entre mentor e mentorado, comece a colocar esses conhecimentos em prática:

  1. Verifique se você tem todas as competências e habilidades necessárias para ser um bom mentor;
  2. Identifique uma habilidade que precisa ser melhor desenvolvida;
  3. Trace seu plano de ação para que você seja um mentor de sucesso em 2021!Ah, e se você não quer parar seu aprendizado por aqui, leia também o artigo O que faz um programa de mentoria dar certo!

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One Reply to “Como Desenvolver uma Boa Relação entre Mentor e Mentorado?”

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